Sobre

BIO

Sou apaixonada por música, cinema e literatura desde que me entendo por gente. Cresci criança estranha, temporã, sem outras de minha idade na rua de casa. Então aprendi cedo a me refugiar na imaginação, criando historinhas para bonecas que herdava de vizinhas e irmãs mais velhas.

A primeira de minhas três grandes paixões brotou em idade pré-escolar, quando a “babá eletrônica” me apresentou a fascinante programação que o então crítico de cinema Paulo Perdigueiro elaborava para as Sessões da Tarde da Globo, na década de 1970 e início dos anos 1980. Assisti assim, em tenra idade, a pérolas de diretores como Billy Wilder, Joseph Manckievicz, Alfred Hitchcock, Elia Kazan, só pra citar alguns de meus preferidos. Nunca mais deixei de amar cinema.

Pela literatura me apaixonei já no primeiro ano de escola, graças a um desafio proposto por meu pai. Ante o argumento de minha irmã malandra, de que havia tirado nota baixa em um seminário porque a professora deu livro difícil, ele me incumbiu de ler o tal. Li, entendi, amei e pedi mais. Dali em diante, era eu quem lia, alegremente, todos os livros que a escola encomendava à turma de ginásio de minha irmã.

Pela música me apaixonei cantando em casa mesmo, em rodas de violão conduzidas primeiro por meu pai e, depois, por minha irmã mais velha, única a ter um curso de violão (só dava pra pagar aulas para uma das filhas).

Também era considerada “estranha” por adorar a escola. Estudar estava entre meus brinquedos favoritos, por isso sempre carreguei o fardo social de “melhor-aluna-da-classe preferida pelos professores”.

Às vezes sonhava ser cantora, outras astronauta e, de tanto os professores elogiarem minhas redações, nasceu a ideia de ser escritora. Mas não pensei muito nisso até chegar às portas da faculdade. Chutei em Comunicação Social – Jornalismo por eliminação. E acertei. Já no terceiro ano de faculdade estava empregada em jornal. Quando me formei já aprendia a redigir textos de comportamento na revista Revide (Ribeirão Preto). Construí uma carreira de 28 anos por veículos de comunicação impressos – Folha de S. Paulo (cadernos Folha Ribeirão e Folha Nordeste SP), Diário da Região (S. J. do Rio Preto), Tribuna Impressa (Araraquara), revista Revide e jornal A Cidade (Ribeirão Preto) -,  com pequenas passagens por produção de jornalismo televisivo (TV Tem de Rio Preto), assessorias de imprensa (Prefeitura de Mirassol) e formação na área de cinema (MIS – Museu da Imagem e Som de Ribeirão Preto).

Sempre evidenciando minha preferência pela área cultural, tornei-me editora no final dos anos 1990 e, no início dos 2000, passei a comandar só cadernos e editorias de Cultura e Comportamento. Em 2008 criei o blog Cinélide (http://blogs.acidadeon.com/blogs/cinelide/) para compartilhar a paixão por cinema e séries. Em 2017, durante a recuperação de um acidente, criei o blog de crônicas Palavreira (www.palavreira.com.br), para compartilhar a paixão pela literatura.

No meio dessa trajetória entendi que uma grande paixão estava no cerne de todas as outras que embalavam minha vida: ouvir e contar boas histórias. Amo até histórias sem palavras, que as lindas músicas contam e despertam na gente. E quem ama histórias, ama todos os sujeitos – gente, animal, flor, objeto – sem os quais não existe história nenhuma.

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