Blog CINÉLIDE

Minha inglesa romântica preferida

Falar sobre meu primeiro modelo de heroína do cinema no último post me despertou uma vontade danada de continuar compartilhando minhas mais deliciosas descobertas proporcionadas pela sétima arte.

Em meu ranking emocional, tão importante quanto descobrir uma heroína feminista na Princesa Lea de George Lucas foi encontrar-me, através de uma adaptação cinematográfica, com a dramaturgia da escritora inglesa Jane Austen.

Após assistir a “Razão e Sensibilidade”, adaptada (pasmem!) pelo taiwanês Ang Lee para o cinema, com roteiro da inglesa (claro!) Emma Thompson (adoro!), reincorporei a persona da “viciada-em-busca-da-sensação-da-primeira-vez” que descrevi no último post. Devassei sites de literatura brasileiros atrás de romances da autora.

MAAAAS… naquela década de 1990, para minha inconsolável frustração, o único título traduzido para o português da inglesa era “Orgulho e Preconceito” e (ai de mim!) ainda não dominava bem o inglês – aliás, embora eu tenha hoje edições bilíngues de todos os seus romances publicados, ainda não me arrisco a sequer tentar ler sua prosa em inglês, que já era bastante sofisticada para o século 18.

Até “cair a ficha” de editoras brasileiras do filão que estavam perdendo sem traduzir Jane Austen – o que foi acontecer só lá pelo final da primeira década de nosso século 21 -, tive de me contentar com adaptações as mais inusitadas de seus romances. Algumas das quais eu sequer suspeitaria que tinham origem em suas obras se não tivesse lido a respeito. Ex: “As Patricinhas de Beverly Hills”(Emma), “O Diário de Bridget Jones” (Orgulho e Preconceito), “Sem Prada Nem Nada”(Razão e Sensibilidade”)…

Eu sei, citei as piores acima! Mas o cinema está cheio de versões maravilhosas, mesmo quando não tão fieis aos livros, como “Palácio das Ilusões”, versão de 1999 de “Mansfield Park” assinada pela cineasta inglesa Patricia Rozema, que sensivelmente acrescentou no roteiro referências epistolares das irmãs Austen, que se escreviam compulsivamente durante suas curtas vidas (ambas morreram jovens e solteiras).

Já citei aqui “Razão e Sensibilidade”, de Ang Lee, que saiu no mesmo ano de minha versão preferida de “Persuasão” (1995), assinada por Roger Mitchell. Com atores nada famosos, mas muito fiel à obra original, é um de meus “filmes de cabeceira”, que gosto de rever uma ou duas vezes ao ano.

E, por incrível que pareça, a versão de um diretor estreante é a que mais gosto de “Orgulho e Preconceito” para o cinema: a de 2005, de Joe Wright, que torna-se, a cada nova produção, um diretor melhor – vide “Desejo e Reparação” (2007), o originalíssimo “Anna Karenina” de 2012, e o recente “O Destino de uma Nação”, que concorreu ao Oscar de Melhor Filme e rendeu o de Melhor Ator a Gary Oldman (merecidíssimo!).

Aliás, já repararam que minhas versões preferidas de adaptações da autora são de um ano terminado no número 5?

Por esta razão esperei ansiosa por alguma nova versão de um de seus romances em 2015… mas nada!

Então vou me contentando com adaptações para TV em forma de séries e longas que volta e meia a BBC lança. Nenhuma até agora superou os títulos que citei acima, mas… valem o tempo gasto.

Ah… e se está curioso para saber o que me atrai tanto na dramaturgia da autora, dê uma lidinha neste post de meu blog de literatura: “Uma Certa Inglesa Romântica”.

Depois corra ler ou assistir um de seus romances. Isto é… se você for, como eu, uma brasileira(a) romântica(o).

 

Links relacionados:
O Cinema e a TV Adoram Jane Austen
Depois de Orgulho e Preconceito
Pequenas epifanias de (mais) uma inglesa romântica

 

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