No grupo ‘dasamiga’

Em um grupo de WhatsApp do qual participo com cinco amigas (todas vacinadas), uma delas convida (vamos chamá-la de AMIGA A) para um café ao ar livre, com o devido distanciamento social, para matar as saudades de um ano e meio sem nos vermos presencialmente. Segue-se, ao convite, o seguinte diálogo:

AMIGA B: Bom dia, meninas. Eu adoraria tomar café com vocês, mas, por segurança, não vou. O teste da covid em minha mãe deu positivo e eu estive perto dela. Ela passa bem, sem sintomas. Ainda bem que tomou a vacina. A nossa quarentena termina domingo. Obrigada pelo convite. Acho prudente não ir para a segurança de vocês. Saudades!

AMIGA C: Aqui em casa também estamos isolados até dia 16, porque o chefe do meu marido, com o qual ele se reuniu recentemente [após mais de um ano em home office], positivou covid.

AMIGA D: Bom dia. Também estou isolada porque tive contatos no atendimento 24 horas. Prefiro não arriscar. Um beijo.

AMIGA B: Um dia a gente se encontra sem medo. Até lá, meninas.

AMIGA E: Tá bom meninas. Um dia ainda seremos felizes.

Saliento que:

  • Aquelas entre nós que ainda têm trabalho (emprego nenhuma tem mais) mantêm-se em home office;

  • Antes e após termos sido vacinadas, mantivemos sempre o máximo de distanciamento social que conseguimos (sempre chega a hora em que temos de levar um dos pais idosos ao médico, ou comparecer ao Serviço de Saúde por conta de algum problema que a telemedicina não resolve, ou ter um contato profissional que não tem como fazer remotamente, etc, etc, etc…) e nos impomos auto isolamento sempre que suspeitamos de contaminação, em respeito às outras pessoas;

  • Mesmo com todos os cuidados, uma de nós já contraiu covid, junto com toda a sua família.

  • Perdemos a conta de quantos conhecidos de nossas relações tiveram covid, alguns dos quais faleceram;

Conclusão: mesmo pessoas que respeitam a ciência e observam ao máximo todos os cuidados de prevenção acabam “cercadas” pelo vírus, graças àqueles que continuam vivendo como se não existisse pandemia no Brasil.

GENOCÍDIO NUNCA É PRATICADO POR UMA PESSOA SÓ!

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